quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Brasil / África

Bandeira tema do projeto composta de partes da bandeira Brasil, Angola, cabo verde, Guiné Bissau,
Moçambique e São Tomé e Príncipe.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

AJUNTA-TE A ESTA CARRUAGEM.

                                    AJUNTA-TE A ESTA CARRUAGEM.

 

No texto de Atos 8.26-40 retrata um servo de Jesus nos tempos bíblicos, falando a respeito de Cristo para um homem célebre que viajava para a Etiópia. Aquele homem aceitou a salvação naquele momento, na estrada e se tornou um cristão.

 

É isso que acontece quando um cristão está em ação fora do santuário.

 

Este estudo trata-se de levar o evangelho onde o pecador está, usando os mais variados meios para que isso aconteça. (Imagine uma maneira de fazer isso.)

 

Lições do texto:

VS 26 o interesse de Deus em salvar o pecador.

 

 

VS 27 e 28 há pessoas que estão quebrantados esperando a palavra.

 

 

VS O Sr comissiona seus discípulos, (você já ouviu Deus falar?)

 

 

VS 30 ao 34 a estratégia.

 

 

VS 35 e 36 Paciência, Filipe expôs o plano da salvação.

 

 

VS 38 pregação objetiva e com propósito. (consolidar o novo cristão).

 

 

As maravilhas deste evangelismo dinâmico, está expresso nas palavras do apostolo Paulo. Cl 1.1-6

 

 

Em nossa marcha adotemos o lema de Paulo para o modo de vida cristão, cl 1.26-29.

 

 

VISÃO 20-20.

E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo, Atos 5.24

 

Eles o faziam todos os dias. Eles o faziam no templo e também nas casas.

 

Perseverando unânimes todos os dias... Atos 2.46

 

todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. Atos 2.47.

 

O Senhor poderá acrescentar todos os dias, se nós evangelizarmos todos os dias.Realizar cultos duas vezes  por semana e fazer uma visitas ocasionalmente, passar nas casas daqueles que faltaram aos cultos, não poderá um aumento diário de convertidos. Se um grupo local de cristãos testificasse todos os dias, no templo e nas casas, de modo que o Senhor pudesse acrescentar a eles todos os dias. Qual seria nossa realidade hoje?

 

E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o numero dos discípulos.

 

No capítulo 2 de atos o Senhor estava acrescentando, mas no capítulo 6 o Senhor já estava multiplicando. Obviamente aqueles cristãos estavam obtendo resultados.

 

Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar e ensinar (1) publicamente (2) pelas casas.

 

Aí está a visão 20.20 da igreja – a pregação publica do púlpito; e o ministério de porta em portade casa em casa, as duas eram realizadas diariamente.

 

Além disso, em atos 19.10 acha-se um dos mais fantásticos versículos que fala da igreja primitiva. (um dos versículos que provam a nossa fé na Bíblia. E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos.

 

Fantástico! Parece impossível! Apenas 20 anos! E todos que habitavam na  Ásia já receberam o testemunho do evangelho. Espantoso!

 

Mas como você percebeu citei erroneamente o versículo?  Não se trata de  20, mas de 2 anos! Por espaço de dois anos... todos os habitantes da Ásia foram evangelizados.

Sem rádio TV CDs ou Vídeos. Nem uma bicicleta ou máquina de escrever.

 

Como, pois, eles conseguiram? Todos os cristãos participaram do ministério. Eles não cessavam de testemunhar diariamente no templo ou de casa em casa.

 

Tinham uma visão 20.20! preocupavam-se com os pecadores!

Dentro de dois anos alcançaram todas as pessoas da Ásia!

 

Estavam em ação fora do santuário.

 

 

 

Novembro, mês de missões na IDB. Juntos vamos conseguir.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Capítulo 3 do Livro Autoridade Espiritual - Watchman Nee


CAPÍTULO 3


Exemplos de rebeldia no Antigo Testamento
(continuação)

2. A REBELDIA DE CÃO
Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha. Bebendo do vinho, embriagou-se, e se pôs nu dentro de sua tenda. Cão, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. Então Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e, andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem. Despertando Noé do seu vinho, sou-be o que lho fizera o filho mais moço, e disse: Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos. E ajuntou: Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e Canaã lhe seja servo. Engrandeça Deus a Jafé, e habite ele nas tendas de Sem; e Canaã lhe seja servo (9:20-27).

Fracasso na autoridade concedida é um teste para a obediência
No Jardim do Éden, Adão fracassou. Na vinha, Noé também foi derrotado, mas por causa de sua justiça Deus salvou a família de Noé. No plano de Deus, Noé era o cabeça da família. Deus colocou toda a família sob a autoridade de Noé; ele também colocou Noé como cabeça do mundo daquele tempo.
Mas um dia Noé se embebedou em sua vinha e descobriu-se em sua tenda. Cão, seu filho mais jovem, viu a nudez de seu pai e comentou o incidente com seus dois irmãos lá fora. No que se refere à conduta de Noé, é claro que estava errado; ele não deveria ter-se embriagado. Mas Cão fracassou não reconhecendo a dignidade da autoridade. O pai é autoridade constituída por Deus no lar, mas a carne se deleita em ver defeitos na autoridade para poder se desembaraçar de todas as restrições. Quando Cão viu a conduta imprópria de seu pai não teve o menor sentimento de vergonha ou tristeza, nem tentou encobrir a falta de seu pai. Isto revela que tinha um espírito rebelde. Pelo contrário, saiu e contou a seus irmãos, destacando a fealdade de seu pai, acrescentando aos seus erros o pecado da injúria. Observe, entretanto, como Sem e Jafé resolveram a situação. Entraram na tenda, de costas — evitando, assim, ver a nudez de seu pai — e cobriram seu pai com a capa que tinham colocado sobre os ombros.
Vê-se então que o fracasso de Noé tornou-se uma prova para Sem, Cão, Jafé e Canaã, o filho de Cão. Revelou quem era obediente e quem era rebelde. A queda de Noé descobriu a rebeldia de Cão.
Depois que Noé despertou do vinho profetizou que os descendentes de Cão seriam amaldiçoados e se tornariam escravos dos escravos de seus irmãos. O primeiro escravo na Bíblia foi Cão. Três vezes pronunciou-se a sentença de que Ca-naã seria escravo. Isto é o mesmo que dizer que aquele que não se sujeita à autoridade vem a ser escravo daquele que obedece à autoridade. Sem seria abençoado. O Senhor Jesus veio através de Sem. Jafé foi destinado a pregar Cristo, e assim as nações que propagam o evangelho hoje em dia pertencem aos descendentes de Jafé. O primeiro a ser amaldiçoado depois do dilúvio foi Cão. Não reconhecendo a autoridade, foi colocado sob a autoridade nas gerações futuras. Todo aquele que deseja servir ao Senhor precisa reconhecer a autoridade} Ninguém pode servir em espírito de transgressão.

3. FOGO ESTRANHO OFERECIDO POR NADABE E ABIÚ Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, o trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara. Estão saiu fogo de diante do Senhor, e os consumiu; e morreram perante o Senhor (Lv. 10:1, 2).

Por que Nadabe e Abiú foram consumidos
Como a história de Nadabe e Abiú é solene! Serviram como sacerdotes, não porque fossem pessoalmente justos mas porque pertenciam à família que Deus tinha escolhido. Deus estabeleceu Arão como sacerdote e ele foi ungido. Em todas as questões relacionadas com o culto Arão era o chefe; seus filhos eram simples ajudantes, servindo no altar em obediência a Arão. Deus jamais teve a intenção de permitir que os filhos de Arão servissem independentemente; ele os colocou sob a autoridade de Arão. Doze vezes Arão e seus filhos foram mencionados em Le-vítico 8. No capítulo seguinte encontramos Arão oferecendo sacrifícios, com seus filhos ao lado. Se Arão nada fizesse, seus filhos também nada deveriam fazer. Tudo começou com Arão, não com seus filhos. Se os filhos se aventurassem a oferecer sacrifícios, estariam oferecendo fogo estranho. Isto, entretanto, foi exatamente o que Na-dabe e Abiú, os filhos de Arão, fizeram. Acharam que podiam oferecer sacrifícios por si mesmos e os ofereceram sem a ordem de Arão. O significado do fogo estranho é servir sem uma ordem, é servir sem obedecer à autoridade. Tinham visto seu pai oferecendo; era mais do que simples para eles. E assim presumiram que podiam fazer a mesma coisa. Nadabe e Abiú só pensaram em se eram ou não capazes de fazer o mesmo. Fracassaram em perceber quem representava a autoridade de Deus.

O culto é iniciado por Deus
Enfrentamos aqui um problema seríssimo: servir a Deus e oferecer fogo estranho parecem-se muito, mas estão separados por um mundo de coisas. O verdadeiro culto é iniciado por Deus. Quando o homem serve sob a autoridade de Deus, é aceito por causa disso. O fogo estranho origina-se no homem. Não exige conhecimento da vontade de Deus ou obediência à sua autoridade. É totalmente feito através do próprio zelo humano, e termina com a morte. Se acontece que nosso culto ou serviço se torna cada vez mais sem vida, é tempo de pedirmos a Deus que nos ilumine para vermos se estamos servindo no verdadeiro princípio do serviço ou de acordo com o princípio do fogo estranho.

A obra de Deus é a coordenação da autoridade
Nadabe e Abiú trabalharam separados de Arão; por isso trabalharam independentemente de Deus. O trabalho de Deus tem de ser coordenado sob autoridade: Deus queria que Nadabe e Abiú servissem sob a autoridade de Arão. Observe no Novo Testamento como Barnabé e Paulo, Paulo e Timóteo, Pedro e Marcos trabalharam juntos. Alguns eram os responsáveis, enquanto os outros ajudaram. No trabalho de Deus ele coloca alguns em autoridade e outros sob autoridade. Deus nos chamou para sermos sacerdotes segundo a ordem de Melquizedeque; portanto, temos de servir a Deus de acordo com a ordem da autoridade coordenada.
Aquele que desordenadamente levanta a sua cabeça e age independentemente está sendo rebelde, o que resulta em morte. Todo aquele que tenta servir sem primeiro entrar em contato com a autoridade está oferecendo fogo estranho. Qualquer um que diz "Se ele pode, eu também posso" está em estado de rebeldia. Além de Deus ter o cuidado de fornecer o fogo, ele também tem o cuidado de observar a natureza do fogo. A rebeldia muda a natureza do fogo. Aquilo que não era ordenado por Jeová nem por Arão era fogo estranho Deus não se preocupa com a questão do sacrifício mas com a manutenção da autoridade. Consequentemente os homens deveriam aprender a seguir, a sempre desempenhar um papel de menor importância.
Exatamente como a autoridade delegada segue a Deus, assim aqueles que estão sujeitos à autoridade deveriam seguir a autoridade delegada por Deus. Não há lugar para serviço individual isola-do. No trabalho espiritual todos devem servir em coordenação A coordenação é a regra; o indivíduo não é a unidade. Nadabe e Abiú estavam fora da coordenação com Arão, portanto estavam fora da coordenação com Deus. Não deveriam ter deixado Arão, servindo independentemente. Aqueles que desobedecessem à autoridade deveriam ser consumidos pelo fogo diante de Deus. E embora Arão não tivesse consciência da seriedade deste assunto, Moisés percebeu a seriedade da rebeldia contra a autoridade de Deus. Hoje em dia muitos estão tentando servir a Deus independentemente. Jamais se colocaram sob autoridade; inconscientemente pecam contra a autoridade de Deus

4. O ULTRAJE DE ARÃO E MIRIÃ
Falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher etíope, que tomara; pois tinha tomado a mulher cusita. E disseram: Porventura tem falado o Senhor somente por Moisés? não tem falado também por nós? O Senhor o ouviu. Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. Logo o Senhor disse a Moisés, e a Arão, e a Miriã: Vós três saí à tenda da congregação. E saíram eles três. Então o Senhor desceu na coluna da nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã, e eles se apresentaram. Então disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me faço conhecer, ou falo com ele em sonhos. Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente, e não por enigmas; pois ele vê a forma do Senhor: como, pois, não temestes falar contra o meu servo, contra Moisés? E a ira do Senhor contra eles se acendeu; e retirou-se. A nuvem afastou-se de sobre a tenda; e eis que Miriã achou-se leprosa, branca como a neve; e olhou Arão para Miriã; e eis que estava leprosa. Então disse Arão a Moisés: Ai! senhor meu, não ponhas, te rogo, sobre nós este pecado, pois loucamente procedemos, e pecamos. Ora não seja ela como um aborto, que saindo do ventre de sua mãe, tenha metade de sua carne já consumida. Moisés clamou ao Senhor, dizendo: Ô Deus, rogo-te que a cures. Respondeu o Senhor a Moisés: Se seu pai lhe cuspira no rosto, não seria envergonhada por sete dias? Seja detida sete dias fora do arraial, e depois recolhida. Assim Miriã foi detida fora do arraial por sete dias; e o povo não partiu, enquanto Miriã não foi recolhida (Nm. 12).

Falar contra a autoridade representativa provoca a ira divina
Arão e Miriã eram os irmãos mais velhos de Moisés. Portanto, em casa, Moisés deveria se sujeitar à autoridade deles. Mas na vocação e no trabalho de Deus eles deveriam se sujeitar à autoridade de Moisés. Eles não gostaram da mulher etíope com quem Moisés se casou, por isso murmuraram contra Moisés dizendo: "Porventura tem falado o Senhor somente por Moisés? não tem falado também por nós?" Os etíopes são africanos, descendentes de Cão. Moisés não deve-ria ter-se casado com esta mulher etíope. Na posição de irmã mais velha, Miriã poderia ter repreendido seu irmão com base em seu relacionamento familiar. Mas quando ela abriu a boca para difamar, tocou na obra de Deus, pondo em dúvida a posição de Moisés.
Deus tinha concedido a Moisés sua autoridade delegada para o trabalho. Como erraram Arão e Miriã em atacar a posição de Moisés, com base numa questão familiar! Fora Deus quem escolhera Moisés para dirigir o povo de Israel tirando-o do Egito, mas apesar disso Miriã desprezou Moisés. Por causa disto Deus se aborreceu grandemente com ela. Ela podia avir-se com o irmão mas não injuriar a autoridade de Deus. O problema foi que nem Arão nem Miriã reconheceram a autoridade de Deus. Permanecendo no terreno natural exibiram um coração rebelde.
Mas Moisés não revidou. Ele sabia que, tendo sido estabelecido por Deus como autoridade, não precisava defender-se. Todo aquele que o injuriasse encontraria a morte. Enquanto Deus lhe desse autoridade podia permanecer em silêncio, Um leão não precisa de proteção, uma vez que tem em si autoridade total. Moisés podia representar Deus com autoridade porque antes ele mesmo se sujeitou à autoridade divina, pois ele era muito manso, mais do que todos os homens que habitavam a face da terra. A autoridade que Moisés representava era a própria autoridade de Deus. E ninguém pode tirar a autoridade conce-dida por Deus.
Palavras rebeldes sobem ao céu e são ouvidas por Deus. Quando Arão e Miriã pecaram contra Moisés, pecaram contra Deus que se encontrava em Moisés. A ira do Senhor foi acesa contra eles, Sempre que o homem entra em contato com autoridade delegada por Deus, entra em contato com o próprio Deus que se encontra nessa pessoa; pecar contra autoridade delegada é pecai contra Deus.

A autoridade é opção divina, não mérito humano
Deus convocou os três na tenda da congregação Arão e Miriã foram sem nenhuma hesitação, porque pensaram que Deus estaria do lado deles e também porque tinham muito a dizer a Deus, uma vez que Moisés causara todos aqueles problemas na família casando-se com uma mulher etíope. Mas Deus proclamou que Moisés era seu servo fiel em toda sua casa. Como se atreviam a falar contra o seu servo? Autoridade espiritual não é algo que se obtém através de esforços. concedida por Deus a quem quer que ele escolha Como o espiritual difere do natural!
O próprio Deus é autoridade. É preciso tomar cuidado para que não se cometa ofensa. Qualquer um que falasse contra Moisés falava contra o escolhido de Deus. Não desprezemos jamais os vasos escolhidos por Deus.

A rebeldia se manifestou na lepra
A ira do Senhor se acendeu contra eles e a nuvem se afastou da tenda. A presença de Deus desapareceu e imediatamente Miriã ficou branca de lepra. Sua lepra não surgiu devido à contaminação; foi claramente um castigo de Deus. Ser leprosa não era de maneira nenhuma coisa melhor do que ser uma mulher etíope. E ela que assim ficou leprosa teve de ficar isolada, perdendo todo privilégio de se comunicar com os outros.
Quando Arão viu que Miriã estava leprosa, rogou que Moisés agisse como mediador e orasse pedindo cura. Deus disse: "Se seu pai lhe cuspira no rosto, não seria envergonhada por sete dias? Seja detida sete dias fora do arraial, e depois recolhida." E, em resultado disto, a viagem da tenda ficou atrasada por sete dias. Sempre que há rebeldia e ofensa entre nós, perdemos o con-tato com Deus, e a tenda terrena permanece irremovível. A coluna da nuvem divina não descerá até que aquelas palavras ofensivas tenham sido esclarecidas. Se esta questão da autoridade não for resolvida, tudo mais se torna vazio e inútil.

Além da autoridade direta, seja submisso à autoridade representativa
Muitos se consideram obedientes a Deus quando na realidade nada sabem sobre a sujeição à autoridade delegada por Deus. Aquele que é verdadeiramente obediente descobrirá que a autoridade de Deus se encontra em todas as circunstâncias, no lar, e em outras instituições. Deus perguntou: "Como, pois, não temeste falar contra o meu servo?" É preciso prestar atenção especial sempre que palavras injuriosas forem enunciadas. Palavras tais não devem ser pronunciadas levianamente. A injúria é prova de que há um espírito rebelde dentro da pessoa; é o germe da rebeldia. Temos de temer a Deus e não devemos falar levianamente. Mas existem hoje em dia aqueles que falam dos anciãos da igreja e daqueles que estão acima deles; não percebem a gravidade de tais palavras. Quando a igreja for reavivada na graça de Deus, aqueles que ofenderam serão tratados como leprosos.
Que Deus nos conceda a graça de compreender que isto não se refere aos nossos irmãos, mas à autoridade instituída por Deus. Depois de reconhecermos a autoridade, perceberemos como pecamos contra Deus. Nosso conceito de pecado passará por uma transformação drástica. Olharemos para o pecado como Deus olha. Veremos que o pecado que Deus condena é o da rebeldia do homem.

5. A REBELIÃO DE CORE, DATA E ABIRÃO
Rebelião Coletiva
Um exemplo de rebelião coletiva encontra-se no capítulo 16 de Números. Coré e seus companheiros pertenciam aos levitas; portanto, representavam os espirituais. Por outro lado, Data e Abirão eram filhos de Ruben, e portanto representavam os líderes. Todos estes, junto com duzentos e cinquenta líderes da congregação, resolveram rebelar-se contra Moisés e Arão. Arbitrariamente atacaram os dois, dizendo: "Basta! pois que toda a congregação é santa, cada um deles é santo, e o Senhor está no meio deles; por que, pois, vos exaltais sobre a congregação do Senhor?" Foram desrespeitosos para com Moisés e Arão. Talvez fossem bastante honestos no que disseram, mas falharam em ver a autoridade do Senhor. Consideraram o assunto como problema pessoal, como se não houvesse autoridade entre o povo de Deus. No seu ataque não mencionaram o relacionamento de Moisés com Deus nem o mandamento de Deus.
Não obstante, mesmo debaixo dessas sérias acusações, Moisés não se zangou nem perdeu o controle de si mesmo. Simplesmente caiu sobre o seu rosto diante do Senhor. Considerando que a autoridade pertence ao Senhor, ele não usou de nenhuma autoridade nem fez nada ele mesmo. Disse a Core e ao seu grupo que esperassem até a manhã seguinte quando o Senhor mostraria quem era dele e quem era santo. Assim ele enfrentou o espírito do erro com o espírito de justiça.
O que Core e seu partido disseram baseava-se na razão e em conjecturas; Moisés, entretanto, respondeu: "Amanhã pela manhã o Senhor fará saber quem é dele, e quem o santo que ele fará chegar a si: aquele a quem escolher fará chegar a si" (versículo 5). O problema não era de Moi-sés, mas do Senhor. O povo pensava que estava simplesmente se opondo a Moisés e Arão; não tinha a menor intenção de se rebelar contra Deus, pois ainda desejava servi-lo. Apenas desprezou Moisés e Arão.
Mas Deus e sua autoridade delegada são inseparáveis. Não é possível manter uma atitude para com Deus e outra atitude para com Moisés e Arão. Ninguém pode rejeitar a autoridade delegada por Deus com uma mão e receber Deus com a outra. Se eles se submetessem à autoridade de Moisés e Arão estariam sujeitos a Deus.
Moisés, portanto, não se elevou por causa da autoridade que lhe foi concedida por Deus. Pelo contrário, ele se humilhou sob a autoridade de Deus e respondeu ao seu acusador com mansidão, dizendo: "Fazei isto: tomai vós incensários, Core e todo o seu grupo; e, pondo fogo neles amanhã, sobre eles deitai incenso perante o Senhor; e será que o homem a quem o Senhor escolher, este será o santo" (versículos 6-7). Sendo mais amadurecido, previa as consequências; por isso suspirou: "Ouvi agora, filhos de levi... Acaso é para vós outros cousa de somenos que o Deus de Israel vos separou da congregação de Israel, para vos fazer chegar a si, a fim de cumprirdes o serviço do tabernáculo do Senhor e estar perante a congregação para ministrar-lhe ...? Pelo que tu e todo o teu grupo juntos estais contra o Senhor" (versículos 8-11).
Datã e Abirão não estavam presentes no momento. Pois quando Moisés mandou chamá-los, recusaram-se a vir e resmungaram: "Porventura é cousa de somenos que nos fizeste subir de uma terra que mana leite e mel (Egito), para fazer-nos morrer neste deserto, senão que também queres fazer-te príncipe sobre nós?" (versículos 13-14.) Sua atitude foi de muita rebeldia. Não criam na promessa de Deus; o que esperavam eram bênçãos terrenas. Esqueceram-se que foi devido às suas próprias faltas que não entraram em Canaã; pelo contrário, falaram asperamente contra Moisés.

Deus eliminou a rebeldia do seu povo
A esta altura a ira de Moisés despertou. Em lugar de falar com eles, orou a Deus. Quantas vezes a rebeldia do homem força a mão do juízo de Deus. Dez vezes os israelitas tentaram a Deus e cinco vezes deixaram de crer nele, e Deus se controlou e lhes perdoou; mas por causa desta rebeldia Deus resolveu julgar. Deus disse: "E os consumirei num momento" (veja versículo 21); ele extirparia a rebeldia do meio do seu povo. Mas Moisés e Arão caíram com o rosto em terra e oraram: "Acaso por pecar um só homem, in-dignar-te-ás contra toda esta congregação?" (versículo 22). Deus atendeu às orações deles mas julgou Core e o seu grupo. A autoridade estabelecida por Deus era a pessoa a quem Israel tinha de ouvir. Até o próprio Deus testificou diante dos israelitas que ele também aceitaria as palavras de Moisés.
A rebeldia é um princípio infernal. Aquela gente se rebelou e as portas do inferno se abriram. A terra abriu a sua boca e engoliu todos os homens que pertenciam a Core, Data e Abirão e todos os seus bens. Portanto eles e tudo quanto lhes pertencia desceram vivos ao abismo (versículos 32-33). As portas do inferno não prevalecerão contra a igreja, mas um espírito rebelde abre suas portas. Um dos motivos por que a igreja às vezes não prevalece é a presença da rebeldia. A terra não abrirá sua boca se não houver um espírito rebelde. Todos os pecados libertam o poder da morte, mas o pecado da rebeldia é o principal. Só os obedientes podem fechar as portas do inferno e produzir vida.
Os obedientes seguem a fé, não a razão
Para os israelitas a queixa de que Moisés não os tinha levado para uma terra que mana leite e mel, nem lhes tinha dado uma herança de campos e vinhas, não era sem motivos. Continuavam no deserto e ainda não tinham entrado na terra do leite e mel. Mas, por favor, observe; aquele que anda segundo a razão e a vista segue o caminho da razão; só aquele que obedece à autoridade entra em Canaã pela fé. Ninguém que segue a razão pode andar pelo caminho es- piritual, porque está além e acima do raciocínio humano. Só o fiel pode desfrutar de abundância espiritual, aquele que pela fé aceita a coluna de nuvem e de fogo e a liderança de autoridade delegada por Deus como a representada por Moisés, A terra abre sua boca para apressar a queda dos desobedientes no Sheol, pois estão viajando pelo caminho da morte. Os olhos dos desobedientes são bastante vivos, mas, que pena! tudo o que vêem é a esterilidade do deserto. Embora os que prosseguem pela fé possam parecer cegos, pois não percebem a esterilidade diante deles, os olhos de sua fé vêem a promessa melhor que jaz adiante. E assim entram em Canaã. Portanto, os
homens deveriam ficar sob a restrição da autoridade de Deus a aprender a seguir a autoridade delegada por Deus. Aqueles que só se relacionam com os pais, irmãos e irmãs não sabem o que é autoridade e, portanto, não se encontraram ainda com Deus. Resumindo, então, a autoridade não é um assunto de instrução externa mas uma revelação interna.
A rebeldia é contagiosa Há dois exemplos de rebeldia em Números 16. Do versículo 1 ao versículo 40 os líderes se rebelaram; do versículo 41 ao versículo 50 toda a congregação se rebelou. O espírito de rebeldia é muito contagioso. O julgamento dos duzentos e cinquenta líderes que ofereceram incenso não deteve toda a congregação. Continuou rebelde, declarando que Moisés matara seus líderes. Mas Moisés e Arão não podiam ordenar à terra que abrisse a sua boca! Fora ordem de Deus. Moisés não podia invocar fogo para consumir o povo! O fogo veio do Senhor Deus. Os olhos humanos só vêem os homens; não sabem que a autoridade vem de Deus. Tais pessoas são tão atrevidas que não temem mesmo quando presenciam o juízo. Como é perigoso ignorar a autoridade. Quando toda a congregação se reuniu contra Moisés e Arão, a glória do Senhor apareceu. Isto foi prova de que a autoridade pertencia a Deus. Deus se apresentou para executar o juízo. Começou uma praga e quatorze mil e setecentas pessoas morreram por causa da praga. No meio disso, a percepção espiritual de Moisés tornou-se mais aguda; imediatamente pediu a Arão que tomasse o seu incensário e o acendesse no altar e que colocasse incenso nele, levando-o rapidamente à congregação para fazer expiação pelo povo. E enquanto Arão se colocou entre os mortos e os vivos, a praga foi interrompida. Deus ignorou suas murmurações no deserto dez vezes, mas não permitiria.que resistissem à sua autoridade. Muitos pecados! Deus pode suportar e ignorar, mas a rebeldia ele não permite, porque a rebeldia é o princípio da morte, o princípio de Satanás. Portanto, o pecado da rebeldia, é mais sério do que qualquer outro pecado.Sempre quando o homem resiste à autoridade, Deus julga imediatamente. Que coisa solene!

domingo, 13 de novembro de 2011

Alcançando os povos não alcançados


LIÇÃO 11
ALCANÇANDO OS POVOS NÃO ALCANÇADOS
(Com base no texto do Rev. Oseas Bojórquez – Missionário no norte da África)
INTRODUÇÃO
- O que é uma etnia? A palavra etnia vem da palavra grega Etnos, que significa povo, e etnia é uma comunidade definida por afinidades raciais, lingüísticas, culturais, etc. Então, como alcançar uma etnia? Aqui estão alguns princípios:
1. ASPECTOS FUNDAMENTAIS
a) A salvação é para todos: Deus é amor, e seu amor é para todos e para sempre (Jo 3.16). Deus amou o mundo e sua salvação é para todos, considerando as etnias que estavam presentes no dia de Pentecostes (Atos 1.7-12). Paulo disse: “Pois não me envergonho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16). Também disse: “A saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho” (Ef. 3.6). Esta deve ser a nossa convicção, também devemos lembrar que a salvação é somente através do Senhor Jesus Cristo: “e não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12).
b) O amor: O amor no ministério é fundamental, tendo amor para Deus e para as pessoas, porque sem amor não podemos fazer nada no reino de Deus, tão pouco ter êxito no ministério: de nada serve ir às missões se não temos amor – 1Co 13. 1-3.
2. ALCANÇANDO UMA ETNIA
a) Estabelecer pontes: As pontes são os meios que vão permitir chegar ao coração das pessoas, e isso aprendemos com o Senhor, ele nunca entra no coração das pessoas sem ser convidado a entrar. Nós não podemos chegar ao coração das pessoas sem que elas nos escutem, por isso necessário se faz lançar mão de meios para que as pessoas abram o seu coração e mente para escutar a mensagem do Senhor, e para alcançar este objetivo temos que trabalhar duas áreas importantes:
Área Interna:
- A vida espiritual: A vida, os atos, o comportamento, o caráter tem que corresponder com a mensagem que se prega (Lv 11.2-4). A vida espiritual tem que ser boa, porque há de se enfrentar muitas lutas, não duvide que os missionários estejam indo para territórios onde Satanás tem muitos cativos e eles precisam estar preparados espiritualmente.
- O amor: Lamentavelmente muitos de nós nos envolvemos com missões sem perguntarmos se realmente queremos amar as pessoas a quem vamos servir. E isto pode prejudicar seriamente nossa missão; amar essas pessoas, não significa estarmos de acordo com o que dizem ou fazem, também não é ser contra tudo só porque não é bíblico. Amar é compreendê-los e ajudar a serem melhores como pessoas, respeitando a sua cultura. Não se vai à missão para fazer dessas pessoas cidadãos de nosso país, mas sim para fazê-los cidadãos dos céus.
- Os preconceitos: Outro obstáculo interno que todos têm, são os preconceitos. Baseamos 75% de nossas opiniões nas experiências dos demais (livros, conferencias, meios de comunicações), e como resultado colocamos todos os povos na mesma cesta, e no nosso interior, um argumento pode envenenar toda nossa mente sobre algum povo, e nos esquecemos que um povo não é um indivíduo, senão milhões e centenas de milhões, onde ninguém é parecido a ninguém. Vençamos os preconceitos! Somente conheceremos um povo a medida que vivemos entre eles.
Área Externa: para chegar a construir pontes temos que desenvolver estas áreas:
12 Temas Missionários para uma igreja Missionária

- A amizade: Algumas etnias como no norte da África, é fácil que encontres pessoas que te convidem a comer em suas casas, porém isto não significa que seja teu amigo: convidar os estrangeiros a comer é algo natural e cultural. Para muitos deles é um dever, se não aceitares será uma vergonha entre o povo. A amizade é outra coisa, é chegar ao coração da pessoa, e não ter medo em falar o que pensa e o que sente, a amizade é ganhar a confiança e isto requer muito tempo e sacrifício.
- As atividades: As atividades ajudam a estabelecer contatos que podem converter em amizade. Existem muitas atividades formativas que podem fazer elos, as atividades não ser o objetivo, somente um meio muito importante para chegar às pessoas. (ex. Saúde, educação das crianças, teatro, esporte etc.)
b) Estar preparado: para evangelizar uma etnia, nem sempre é fácil preparar o tema, por isso é necessário estar preparados, porque em qualquer momento poderá surgir à oportunidade, Pedro disse: “antes santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir em razão da esperança que há em vós” (1Pe 3.15).
Apologética: é a defesa de nossas crenças, cada etnia tem seus preconceitos e objeções, incluindo suas acusações contra o Cristianismo. Estes preconceitos e argumentos nem sempre vem como perguntas, senão como argumentos sólidos, para tratar de uma realidade que os cristãos não sabem por isso a necessidade de estudar a fundo estes argumentos para preparar a defesa a esse respeito.
Saber mais sobre suas crenças: Eles dizem que somos cristãos porque não conhecemos suas crenças muçulmanas. Se a conhecermos seguradamente deixaremos de ser cristãos. Por isso temos que mostrar o quanto conhecemos suas crenças e mesmo assim somos cristãos.
Para tirar a pedra “Tirai a pedra” (Jo 11.39): nas distintas etnias encontramos muitas pedras, que depois de muitos ciclos ficam arraigadas, então teremos que saber em que crêem para identificarmos qual a pedra ou pedras que estão servindo de obstáculos para a entrada da luz do Senhor, e sua voz para dar a vida.
c) Testificar (Lv 11.1-8):
Pela tua vida: por nossa maneira de viver podemos colocar um fato a nosso favor, mas podemos também torná-lo num forte obstáculo contra o nosso ministério, por isso precisamos cuidar destas quatro pequenas coisas:
- Conduta: Nós temos que ter uma conduta exemplar, para ganhar o respeito das pessoas, e assim respeitarem a nossa crença, e se dissermos qualquer coisa creram.
- Hábitos: Alguns hábitos não são maus, mas podem ofender as pessoas, temos que deixá-los em casa e não levar-nos conosco. Por exemplo, se temos o hábito de brincarmos com os nossos amigos de equipe e de forma natural saudarmos os irmãos, tanto os homens como as mulheres, podem levar muitos a pensarem que somos pessoas sem limites de respeito ou que as irmãs não são mulheres santas. Temos que ter cuidado com os nossos hábitos.
- O vestir e a linguagem: Temos que ter cuidado com a nossa aparência, tanto os homens como as mulheres. Do mesmo modo temos que ter cuidado com o nosso linguajar, porque sempre terá alguém observando por causa do nosso testemunho.
- Princípios: Jesus Cristo não nos trouxe uma religião, sim a vida. Ele nunca disse que devemos fazer isso e não fazer aquilo, o Senhor apenas nos deu os princípios para a vida, estes princípios valem pra todos os segmentos. Viva os princípios bíblicos e eles falarão por ti, pois todos saberão que és homem ou mulher de princípios, se aproximarão de ti, porque irão desejar ser igual a ti, e assim tu lhes dirás quem é o teu mestre, e como podem mudar para melhor.
Por tuas Palavras: Cada etnia tem suas necessidades especiais – o Senhor Jesus quando falou com a mulher samaritana, não utilizou o mesmo linguajar que utilizou com Nicodemos.
Por exemplo, para os muçulmanos é necessário falar destes temas:
- Do amor de Deus;
- Da justiça de Deus;
- Que Cristo Jesus uniu o amor de Deus com a justiça de Deus.


Não esqueça que para evangelizar não existe um método especial, o único método eficaz é estar atento as diretrizes do Espírito Santo que mora em ti, e falará por ti, preparará o terreno e convencerá as pessoas dos seus pecados, conduzindo ao arrependimento e a salvação, por isso tua vida espiritual e individual são muito importantes em missões. Os povos não alcançados necessitam de uma compreensão ampla e mais profunda dos métodos de evangelismo segundo a Palavra de Deus. Nossa mensagem na América Latina é aberta e o testemunho fica em segundo plano, nos países fechados ao evangelho o testemunho é mais importante, eles na amizade querem ver em nós o que falamos nas longas conversas.
Que o Senhor nosso Deus continue usando a todos nós para a grande colheirta até o último da terra.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tema Outubro (Missões não se acabam com o envio do missionário)

LIÇÃO 10
MISSÕES NÃO SE ACABAM COM O ENVIO DO MISSIONÁRIO – Atos 13.1-3; Rm 16.1-4; Efésios 1.15-23; Fp 1.9-11; Cl 1.9; 2 Ts 3.1-2.
(Com base no texto do Rev. Heberto García – Superintendente Nacional - Guatemala)
INTRODUÇÃO
Ser uma igreja missionária não é um “golpe de sorte” é um fundamento bíblico que só funciona se colocado em prática. Ser igreja missionária tem relação com a obediência absoluta da Palavra e do Espírito Santo. Nesta lição abordaremos a urgente necessidade e a importância do acompanhamento do missionário, desde antes do envio, durante o campo e quando retorna. Isto pode haver uma grande diferença entre o retorno prematuro e um trabalho de longo prazo. Desenvolver um processo bíblico, planejado e intencional pode trazer resultados positivos de longo prazo para a família do missionário propriamente dito e para igreja local que o enviou. Os experientes em missões fizeram anteriormente, suficientes recomendações a respeito do retorno antecipado dos missionários, porém não temos prestado atenção e seguimos cometendo alguns erros.
Diante desta realidade proponho que estudemos os padrões que possibilitam uma igreja fazer o correto no envio missionário, a partir de uma liderança madura, eficiente e obediente a Deus, tal como foi na igreja de Antioquia.
1. PADRÕES BÍBLICOS E ESPIRITUAIS DE UMA IGREJA MISSIONÁRIA – Atos 13.1-3
O que fará um missionário da igreja local não é um evento, não é um programa, não é uma moda, não é uma imposição. O que ele está fazendo, está ordenado na Bíblia (Mt 28.18-20). O envio de missionário é uma ação natural da igreja, impulsionada pelo Espírito Santo.
O que ensinava a Igreja de Antioquia e que os crentes de agora devem imitar?
A igreja de Antioquia nos mostra padrões corretos de uma igreja missionária, e os conflitos típicos das igrejas modernas não cabiam naquela jovem, porém madura igreja local. Vejamos a igreja de Antioquia e os padrões de vida eclesiástica. O relato bíblico diz: “Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres... Um dia, celebrando um culto ao Senhor, o Espírito Santos disse: “Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado. “Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram.” (Atos 13.1-3)
a) Era uma igreja em comunhão (v-1)
Examinemos o seguinte:
- Havia diferenças geográficas: a passagem nos informa que os líderes daquela igreja eram procedentes de diversas áreas geográficas; recordemos que cada pessoa leva a sua própria cultura, porém o amor do Senhor Jesus Cristo ameniza as diferenças culturais e introduz o caráter de Cristo que tem sido implantado em nós pelo seu glorioso Espírito Santo.
- Origens religiosas diferentes:
A mentalidade da cultura grega era oposta a judaica. Os judeus de origem grega eram mais abertos as diferentes culturas enquanto os judeus eram mais fechados. A tal ponto que se um grego não era prosélito do judaísmo e participante de todos os rituais judaicos, era considerado como um perdido.
- Origens sociais diferentes:
Um dos líderes era da alta sociedade, pois a passagem diz que havia criado junto com o tetrarca Herodes. Os outros eram de níveis econômicos mais baixos. Porém suas diferenças não criaram barreiras que impediram o desenvolvimento da obra do Senhor. O Salmo 133 nos ensina que Deus se agrada que os crentes vivam em comunhão
12 Temas Missionários para uma igreja Missionária
33
porque ali o Senhor ordena a bênção. Temos aprendido que Deus opera em uma igreja cujos membros estejam em comunhão.
b) Era uma igreja disponível ao Senhor (v-2)
- Os irmãos jejuavam:
No Novo Testamento, Cristo o instituiu o jejum como uma necessidade para a preparação e fortaleza espiritual do cristão (Mc 2.19). Como vemos a igreja de Antioquia o praticava com grandes resultados.
- Os irmãos oravam:
A igreja tem que pratica a oração como um estilo de vida, é uma igreja poderosa. Quando a igreja ora é abençoada por Deus porque ela está expressando sua dependência do Senhor.
- Os irmãos serviam:
Os irmãos eram ativos no louvor, na adoração ao Senhor. O serviço estava enfocado na exaltação da gloriosa pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Cristo era o centro de sua adoração. Se a pessoa de Jesus não é exaltada na adoração cristã, então não é um culto cristão, é somente uma reunião religiosa. A propósito amado pastor, examine com atenção, com muito cuidado bíblico e sabedoria pastoral os corinhos de sua congregação. A razão disto é simples, a grande maioria desses novos corinhos não tem uma teologia correta e bíblica.
c) Era uma igreja obediente ao Senhor (v-3)
Então, depois de orar e jejuar impuseram as mãos e os despediram.
2. PADRÕES BÍBLICOS E RELACIONAIS DOS CUIDADOS PASTORAL DOS MISSIONÁRIOS, DESDE A IGREJA LOCAL.
A. Deve ser realizado de pessoa a pessoa. A vida do apóstolo Paulo, é um exemplo claro de um missionário transcultural, cercado de amigos e irmãos na fé, a quem Deus pôs em sua vida para cuidar e ministrar, sendo de grande apoio no seu ministério, facilitando para que pudesse cumprir com o seu chamado de levar o evangelho a todas as nações.
a) O cuidado ao missionário não era uma tarefa exclusiva de pessoas “especializadas”. A Bíblia nos mostra que todos
somos membros do corpo de Cristo e como tais, todos e cada um devemos manter a unidade, preocupando-nos uns com os outros, cuidando-nos e exortando-nos a seguir crescendo no conhecimento do Senhor, para cumprir a obra que nos tem sido ordenada (Ef 4.15-15; 1Ts 5.14-15).
b) O apóstolo Paulo menciona em suas cartas, muitas pessoas que foram usadas por Deus para ministrá-lo, apoiá-lo e
cuidá-lo (2 Co 7.5-7; Fp 4.10-15; 2Tm 1.16-17).
c) Paulo não esteve só para cumprir o apelo que Deus lhe fez, o Espírito Santo o usou poderosamente e o Senhor o cercou de membros do seu corpo para abençoá-lo e tomar parte na extensão do seu reino por toda a terra.
d)Como Paulo os missionários hoje em dia necessitam do nosso apoio e cuidado na área espiritual, emocional, física, e de relacionamento interpessoais.
e)O recurso humano é o mais valioso que temos, e por isso devemos cuidar e ministrar sobre ele. Isso é um privilégio de grande responsabilidade que implica orar com veemência por eles e suas famílias, assim como pelos seus colaboradores e as pessoas que ministram (Ef 1.15-23; 3.14-19; Fp 1.9-11; Cl 1.9; 4.2-4; 2Ts 3.1-2). Também devemos estar dispostos para ouvi-los (Tiago 1.19), animá-los e edificá-los (1 Ts 5.11), levar as cargas junto com eles
(Gl 6.2) e restaurá-los em amor (Gl 6.1; Rm 15.1-7).
B. Deve-se fazer no tempo certo
- O cuidado começa muito antes do missionário se preparar para sair; continua durante o campo e segue quando regressa para casa. Paulo sempre contou com o apoio emocional, espiritual e financeiro, tanto de líderes como dos irmãos crentes na fé; juntos participaram na defesa e confirmação do evangelho (Fp 1.1-8; 4.15).
- O cuidado com o missionário envolve todos os membros do Corpo de Cristo. Cada membro é responsável do bem estar do missionário (1Co 12.25).

CONCLUSÃO:
Como temos visto acima, a igreja não deve ser vítima de uma moda, e sim, imitadora de Cristo e obediente a sua Palavra. A igreja não deve ser uma mãe irresponsável de seus filhos, abandonando-os ao negar-lhes o cuidado integral. A igreja deve ser fiel a sua vocação, na qual está evidenciada na igreja de Antioquia. A igreja deve assumir toda a responsabilidade que inclui ser igreja que envia. É urgente o desenvolvimento de uma visão global de fazer missões a luz da Bíblia e que os missionários não tenham que regressar frustrados, feridos, ou algo pior como o lar e a família destruída. Uma boa seleção, uma boa preparação de missionários, diminui o perigo, ainda que não o elimine de tudo. O pastor é a chave e deve estar comprometido, dirigindo o comitê de missões, o desenvolvimento e a execução do ministério de missões da igreja.